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"Homens de verdade": o que ameaça a minha... a sua dignidade?

Atualizado: Abr 11


Homens e mulheres nascem e ocupam um lugar na história com sua existência comprometidos com a própria felicidade e a felicidade das pessoas que compartilham de sua trajetória.


Pensar sobre a dignidade é refletir sobre os valores mais fundamentais que orientam nossas escolhas. A importância desses valores e a influência que exercem sobre as nossas decisões diferem muito quando a existência acontece num corpo de homem ou num corpo de mulher. A vivência da desses valores que sustentam a dignidade é mais ou menos difícil conforme a subjetividade em que se torna concreta, se torna gesto, se faz como decisão. Viver não basta. É preciso viver com dignidade.


José Monteiro e Rui Nunes afirmam no que há uma “controvérsia sobre o conceito de dignidade humana é apenas um dos aspectos da complexa ideia contemporânea de moralidade. A ausência de consenso em relação às principais questões da vida, como a do significado do sofrimento, e a impossibilidade de vislumbrar soluções para debates morais recorrendo a argumentos seculares, racionais e lógicos marcam o contexto atual.”


Nos processos de construção do homem e dos sentidos das múltiplas masculinidades, em diferentes culturas, a dignidade é um dos componentes fundamentais. Um “homem de verdade” tem que ser digno e capaz de preservar e defender sua dignidade a qualquer custo diz o discurso hegemônico. Há situações em que pisotear a dignidade do(a) outro(a) se revela uma estratégia de dominação e manutenção do poder.


O debate sobre a dignidade nos obriga a pensar sobre a nossa condição humana e aquilo que nos diferencia de todas as outras formas de vida. Ao longo da história homens e mulheres se organizaram em diferentes modos de viver juntos permitindo essa diversidade cultura que nos fascina. No interior de cada cultura diferentes escalas de valor foram construídas que se revela nas normas que regem as condutas pessoais e coletivas. É nesse campo da moral onde se faz o discernimento sobre o bem e o mal que se instala a desigualdade entre os gêneros, autorizando ou interditando práticas sociais para homens e mulheres. Geralmente, em todos setores da vida social e nos diversos ambientes de convivência humana as possibilidades de reconhecimento, proteção e defesa da dignidade são condicionadas pela posição do sujeito: sua classe social, sua escolaridade, sua raça, sua origem e também o seu sexo.


Por isso é fundamental problematizar a relação que os homens estabelecem com a própria dignidade e a dignidade dos outros:

Em que se sustenta nossa dignidade neste contexto de masculinidade?

O que ameaça a minha dignidade?

Como reagimos quando sentimos nossa dignidade ameaçada?

Como é minha atitude diante de uma situação em que o(a) outro(a) estão com sua dignidade em risco?




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