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13.02.21 Homens em tempos de pandemia

Há mais de um ano a humanidade vem sendo desafiada por um novo corona-vírus com alta capacidade de contaminação, sobretudo pela respiração e altos índices de letalidade. Rapidamente o vírus se espalhou pelo mundo impactando as rotinas em todos setores da sociedade e nos obrigando a mudanças de comportamento pessoal e coletivo. A sobrevivência dependia da adoção de novos hábitos como uso de máscaras e do distanciamento sanitário rigoroso. Segundo a OMS, até 03/02, 103.362.039 pessoas já foram contaminadas e 2.244.713 já morreram em decorrência da Covid-19.


Em 08/02/21 9.526.485 brasileiros e brasileiras foram alcançados e 231.646 foram a óbito, em todos os municípios do país. Os dados tem revelado que os homens contaminam e morrem mais do que as mulheres nesta pandemia, mas outros estudos revelam que os impactos socioeconômicos e emocionais são mais severos entre as mulheres.


A presença de um vírus no ambiente que coloca a possibilidade da morte nos impõe a reflexão sobre nossa fragilidade e a certeza da finitude. O vírus vem para nos recordar os limites da nossa humanidade. A condição de isolamento como a principal estratégia de prevenção nos impede de viver muitas das nossas práticas sociais que preenchem nosso cotidiano. Muitas dessas práticas tem uma função muito importante de quebrar a rotina e aliviar as tensões como por exemplo a atividade esportiva coletiva ou a roda de amigos numa mesa de bar. São vivências simples que contribuem para nossa saúde física e mental. A pandemia tem repercussões em todas as dimensões da vida: no mercado de trabalho; no custo de vida; nas relações familiares; etc...


Pensar sobre os homens neste tempo de pandemia implica indagar sobre os recursos subjetivos que emergem nas diferentes formas de viver as masculinidades neste contexto de restrições e novas regras de convivência. As pautas da masculinidade hegemônica e suas demandas de produção, de performance afetiva, de exibição da força física, de controle sobre os rumos da vida não poderão ser cumpridas como antes.


Esse novo momento histórico inaugurado pelo novo corona-vírus faz surgir muitas questões:

Como a pandemia mexeu com o cotidiano dos homens? Como os homens reagiram a suspensão de algumas atividades próprias do público masculino? Qual foi o impacto da Covid-19 nas relações amorosas e nas práticas sexuais? Como os homens estão lidando com a ameaça do vírus e possibilidade da morte?






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